domingo, 26 de julho de 2009

A Cascata


Nordeste - S.Miguel, Açores

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Impérios do Espirito Santo



Ilha Terceira, Açores.

Impérios são construções de inspiração popular, rematadas por uma corôa ou pomba branca, representando o Divino Espírito Santo.
Existem em muitas freguesias das Ilhas dos Açores e fazem parte das Festas de louvor ao Espírito Santo, estando no interior a Sua corôa e cedro.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Chegada à Ilha


A minha chegada à Ilha de S.Miguel, Açores, onde vou ficar por algum tempo.

domingo, 21 de junho de 2009

Levai-me


Música, levai-me:

Onde estão as barcas?
Onde são as ilhas?

"Eugénio de Andrade"

domingo, 14 de junho de 2009

Ser grande



 
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és

No mínimo que fazes.

Assim em cada lago a lua toda

Brilha, porque alta vive.


"Fernando Pessoa"

domingo, 7 de junho de 2009

Hoje roubei todas as rosas

                                                              

                                




Hoje roubei todas as rosas dos jardins
e cheguei ao pé de ti de mãos vazias.

"Eugénio de Andrade"

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Criança


No colo da mãe
a criança vai e vem

vem e vai
balança.
Nos olhos do pai
nos olhos da mãe
vem e vai
vai e vem
a esperança.

Ao sonhado
futuro
sorri a mãe
sorri o pai.
Maravilhado
o rosto puro
da criança
vai e vem
vem e vai
balança.

De seio a seio
a criança
em seu vogar
ao meio
do colo-berço
balança.

Balança
como o rimar
de um verso
de esperança.

Depois quando
com o tempo
a criança
vem crescendo
vai a esperança
minguando.
E ao acabar-se de vez
fica a exacta medida
da vida
de um português.

Criança
portuguesa
da esperança
na vida
faz certeza
conseguida.
Só nossa vontade
alcança
da esperança
humana realidade.

"Manuel da Fonseca"

terça-feira, 19 de maio de 2009

Reflexos


 

 
                                                  

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Ausência

                    
 
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

"Carlos Drummond de Andrade"

segunda-feira, 27 de abril de 2009

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Passamos pelas coisas sem as ver


Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos.

"Eugénio de Andrade"

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Scalabis


 

 

Esta é a Cidade, e é bela.
Pela ocular da janela
foco o sémen da rua.
Um formigueiro se agita,
se esgueira, freme, crepita,
ziguezagueia e flutua.

Freme como a sede bebe
numa avidez de garganta,
como um cavalo se espanta
ou como um ventre concebe.

Treme e freme, freme e treme,
friorento voo de libélula
sobre o charco imundo e estreme.
Barco de incógnito leme
cada homem, cada célula.
É como um tecido orgânico
que não seca nem coagula,
que a si mesmo se estimula
e vai, num medido pânico.

Aperfeiçoo a focagem.
Olho imagem por imagem
numa comoção crescente.
Enchem-se-me os olhos de água.
Tanto sonho! Tanta mágoa!
Tanta coisa! Tanta gente!
São automóveis, lambretas,
motos, vespas, bicicletas,
carros, carrinhos, carretas,
e gente, sempre mais gente,
gente, gente, gente, gente,
num tumulto permanente
que não cansa nem descança,
um rio que no mar se lança
em caudalosa corrente.

Tanto sonho! Tanta esperança!
Tanta mágoa! Tanta gente!

"António Gedeão"

terça-feira, 31 de março de 2009

terça-feira, 17 de março de 2009

quarta-feira, 11 de março de 2009

Baixo Alentejo

Viana do Alentejo

Alvito

Alvito

Serpa

Mértola

Serpa

domingo, 1 de março de 2009

Tocam os sinos


Tocam os sinos da torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.
Mesmo na frente, marchando a compasso,
De fardas novas, vem o solidó.
Quando o regente lhe acena com o braço,
Logo o trombone faz popó, popó.
Olha os bombeiros, tão bem alinhados!
Que se houver fogo vai tudo num fole.
Trazem ao ombro brilhantes machados,
E os capacetes rebrilham ao sol.
Tocam os sinos na torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.
Olha os irmãos da nossa confraria!
Muito solenes nas opas vermelhas!
Ninguém supôs que nesta aldeia havia
Tantos bigodes e tais sobrancelhas!
"António Lopes Ribeiro"

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Aquele mar



Manuela Viola

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