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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

terça-feira, 16 de abril de 2013

quarta-feira, 13 de março de 2013

sábado, 23 de janeiro de 2010

Madrugada


 Agarro a madrugada
como se fosse uma criança
uma roseira entrelaçada
uma videira de esperança
tal qual o corpo da cidade
que manhã cedo ensaia a dança
de quem por força da vontade
de trabalhar nunca se cansa.

Vou pela rua
desta lua
que no meu Tejo acende o cio
vou por Lisboa maré nua
que se deságua no Rossio.

Eu sou um homem na cidade
que manhã cedo acorda e canta
e por amar a liberdade
com a cidade se levanta.


Vou pela estrada
deslumbrada
da lua cheia de Lisboa
até que a lua apaixonada
cresça na vela da canoa.

Sou a gaivota
que derrota
todo o mau tempo no mar alto
eu sou o homem que transporta
a maré povo em sobressalto.

E quando agarro a madrugada
colho a manhã como uma flor
à beira mágoa desfolhada
um malmequer azul na cor.

O malmequer da liberdade
que bem me quer como ninguém
o malmequer desta cidade
que me quer bem que me quer bem!

Nas minhas mãos a madrugada
abriu a flor de Abril também
a flor sem medo perfumada
com o aroma que o mar tem
flor de Lisboa bem amada
que mal me quis que me quer bem!


"Ary dos Santos" 

sábado, 1 de março de 2008

Um dia de Primavera

 


Eu escrevo versos ao meio-dia
e a morte ao sol é uma cabeleira
que passa em fios frescos sobre a minha cara de vivo
Estou vivo e escrevo sol
Se as minhas lágrimas e os meus dentes cantam
no vazio fresco
é porque aboli todas as mentiras
e não sou mais que este momento puro
a coincidência perfeita
no acto de escrever e sol
A vertigem única da verdade em riste
a nulidade de todas as próximas paragens
navego para o cimo
tombo na claridade simples
e os objectos atiram suas faces
e na minha língua o sol trepida
Melhor que beber vinho é mais claro
ser no olhar o próprio olhar
a maraviha é este espaço aberto
a rua
um grito
a grande toalha do silêncio verde

"António Ramos Rosa"

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Ponte Vasco da Gama





A Ponte Vasco da Gama liga as duas margens do Rio Tejo. Foi inaugurada em 04.04.1998 e tem 17,2 km de extensão, sendo 10km sobre o estuário do Tejo.
O nome da ponte comemora os 500 anos da chegada de Vasco da Gama à Índia, em 1498.
É uma das mais altas construções de Portugal, com 148 metros de altura
Sendo minha vizinha e de grande beleza, não admira que goste tanto de a fotografar.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

O Rio



Entre mim
E os outros
Existe um rio.
Claro quando o sol nasce
E ilumina as águas e os peixes.
Escuro de breu
Ao cair da noite.
Quando me sento à sua beira
Oiço a água correr
Dentro de mim.
Quando me afasto
Levo no peito
Um cálice vazio.
Mal adormeço
Atravesso esse rio
Sem precisar de pontes
E sei que estou desperta.

"Isabel Fraga"